Já faz um bom tempo que eu vi todos os vídeos que fazem parte deste post (alguns já faz anos). Mas, mesmo assim, resolvi postar sobre eles. Por quê? Bom, hoje um amigo me mandou a seguinte matéria: “Cinco Momentos Inesquecíveis da Fórmula 1“; do Autozine. Ela me fez refletir sobre o meu fascínio pela Fórmula 1. Muitos dos que me conheceram recentemente devem estar se perguntando: “Que porra de fascínio é esse?”. Pois, com certeza, nunca me ouviram falando (ou assistindo uma corrida) de Fórmula 1. E eu tenho que admitir: “Esse fascínio ficou em algum passado distante.”.
A que conclusão eu cheguei? Sem exageros, acredito que esta minha descrença (na Fórmula 1) foi causada por dois fatores. O primeiro, e talvez o mais importante, é o conjunto (de regras, pistas, tecnologias, etc.) que impossibilitam, cada vez mais, a existência de pegas emocionantes. E, o segundo fator, foi a ausência (por muitos anos) de um brasileiro competente na categoria.
Não entenderam nada? Então, irei explicar melhor estes dois fatores:
Primeiro: A partir da década de 90 a FIA passou a impor regras, que visam aumentar a segurança dos seus pilotos. Tudo bem, isso (a segurança) é realmente uma coisa necessária. Além do mais, quantos pilotos já não morreram dentro das pistas? Inclusive, nós brasileiros, lamentamos até hoje a perda de um ícone (eu diria até: um herói). Mas, na minha opinião, algumas destas regras só serviram para empacar o espetáculo.
Vocês não sabem de qual ícone me referi? Então, vocês mercem permanecer na ignorância (rs).
Bom, continuando. Para completar ainda temos as pistas obsoletas (ou muito travadas) e as tecnologias. Como assim? Muitas das tecnologias adotadas na Fórmula 1 ajudaram a tornar o espetáculo, cada vez mais, monótono. Um exemplo? O controle de tração que, finalmente, a FIA decidiu proibir. Esta tecnologia ajudava (em muito) os pilotos, pois deixava os carros mais firmes nas pistas. Porém dificultava as ultrapassagens.
Não estão acreditando que esses detalhes estão atrapalhando o espetáculo? Então, vejam o vídeo de um pega sensacional entre Gilles Villeneuve e René Arnoux:
Estes vídeos foram extraídos da década de 70 e 80 (respectivamente). Agora parem para pensar: “Quanto tempo ficamos sem ver um pega desses?”. Quase trinta anos? Sendo que, toda esta ressaca só foi quebrada graças ao Felipe Massa e Robert Kubica:
É disso que eu sinto falta na Fórmula 1! Para mim, o que importa, é o piloto por trás da máquina, e não a equipe que tem mais dinheiro.
Segundo: Sobre este pequeno detalhe, eu prefiro não dizer nada. Deixo apenas um vídeo que ilustra bem o que (eu acho) é o sentimento de todo brasileiro:
Fonte: Autozine
Observação: O herói brasileiro que perdemos nas pistas foi o Ayrton Senna.








Julho 23, 2008 às 13:46
Eu ja tinha visto os dois videos, e nem vou comentar. Eles são dentre tantos outros videos empolgantes da época de brilhantismo e competencia, tanto por parte dos pilotos quanto de suas equipes. Creio que hj temos toda esta tecnologia graças aquela época. E que algumas regras se fazem necessárias para o espetáculo não se tornar uma tragédia.
Setembro 13, 2008 às 23:19
Quanto aos vídeos dos pegas realmente são incríveis e nos remete a uma saudade sem fim dos bons pegas. Concordo plenamente contigo quando diz que tanta tecnologia está atrapalhando o espetáculo, tanto é que na corrida de Valença a Ferrari com suas inovações ao substituir a simples e eficiente plaquinha que indica a hora de sair aos pilotos no momento de seu pit por um mini semáforo causou um grande transtorno, nas paradas de seus dois pilotos. Soltaram o Massa no momento em que vinha um piloto mais rápido quase causando um acidente entre eles… resultado, multa pro Massa pagar devido a isso, e o pior ocorreu com o Kimi que teve seu pit todo atrapalhado por conta desse mini semáforo causando efetivamente um acidente com o mecânico que foi arrastado quando ele foi liberado a ir pra pista.
Mas, covardia o 3° vídeo… Rubinho teve durante toda sua permanência na Ferrari o Schumi como escancaradamente declarado pela equipe a quem quisesse ouvir e ver como o primeiro piloto, o foco para todos na equipe. Assim só restava ao Rubens correr para ser o 2°, e assim ele fez e foi durante quase todas temporadas na Ferrari, com exceção somente a de 2005 que a Ferrari não deu nem ao Michael um bom carro e a 1° que o Rubinho chegou na equipe e realmente não conseguiu desbancar os demais concorrentes, mas nas demais, só deu Rubinho em cima do resto. Não façam uma covardia dessas com o cara que sempre foi e é bom piloto. Realmente ele teve muito azar, ao contrário do Massa que correu 2006 inteiro sabendo que Schumi abandonaria as pistas naquele ano e que ele Massa seria o piloto substituto do multicampeão.
Justiça tem de ser feita, é claro que sua opinião é sua opinião, mas me senti no direito de defender meu amigo.
Aproveito o encejo para lhe perguntar, o que tem achado das sucessiavas quebras de motor na Ferrarri? Uma coisa é certa, eles não estão dando conta de 2 corridas, haja vista o desempenho de Massa com a segunda corrida de seu motor que foi totalmente imparcial.
Quando tiver um tempinho dá uma conferida em nosso trabalho sobre F1 e dê seus comentários. (http://laugusto.wordpress.com/) Procure o espaço intitulado “Palavra de especialista” e leia o que escrevemos sobre nossa enorme paixão- F1.
Massa neles.
Seu comentário será de grande valia pra mim. Até mais brother.
Setembro 16, 2008 às 17:02
Rubinho é um ponto que sempre causa discórdia, né (rs)?
Se ele é, ou não, um bom piloto? Eu acho o seguinte…Se o cara conseguiu entrar na F1 (ou na Indy ou em qualquer outra categoria grande), ele tem seu valor…Ou o empresário dele é muito bom de lábia! Mas isso não acontece com frequência no automobilismo. E o Rubinho, realmente, tem seu valor como piloto. Mas, na grandes categorias, não basta habilidade com a direção…Basta olhar quem foram os grandes campiões! Todos, além da habilidade, tinham muita garra, coragem e eram arrojados (cada qual a sua maneira).
E, creio que, é isso que falta ao Rubinho. Concordo com você, quando disse que ele é um bom piloto! Mas falta nele aquilo que precisa para ser um campeão…Coisa que os brasileiros, finalmente, reencontraram no Massa.
Pelo menos é o que eu acho…
Quanto á atual performace da Ferrari…Infelizmente, este ano, não estou acompanhando direito a Fórmula 1. Tanto que, tenho que confessar, nem sabia do que você estava falando, ao comentar sobre o GP de Valencia (rs). Por isso, prefiro não dar opiniões (sem fundamentos)…
Outubro 26, 2008 às 18:20
Pô, não sei o que vocês tem contra o Rubunho, o cara é boa gente, não é apressado, não fica na frente dos outros, não atrapalha que quer ultrapassar. Um motorista perfeito, podia dirigir taxi em qualquer grande cidade do mundo…