Digo Mendes & André

Digo Mendes & André

Já faz alguns anos que as gravadoras vêm procurando por novos talentos (sertanejos). Além do mais, as duplas já consagradas (como: Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, etc.) não estão rendendo tanto quanto antigamente, e os gastos para mantê-las no selo são extremamente altos. Sendo que, foi graças a esta procura que, tivémos uma enxurrada de novas duplas sertanejas (nos últimos anos), como: Cézar Menotti & Fabiano, João Neto & Frederico, Victor & Leo, etc..

Algumas destas novas duplas estão na estrada há anos, mas só conquistaram seu lugar ao sol ultimamente (que é o caso do Cézar Menotti & Fabiano). Infelizmente, as gravadoras é que demoraram para reconhecer o talento delas. Mas, pelo menos, reconheceram: “Antes tarde do que nunca!” (como já dizia o velho ditado).

Sendo que, neste último domingo, tive a oportunidade de conhecer mais uma dupla desta nova safra: Digo Mendes & André. Tudo bem, eu confesso que só fui conhecê-los por causa de um amigo, que está participando da produção (e da divulgação) desta dupla. E tenho que adimitir, também, que me surpreendi (muito) ao ouvir as músicas deles: “Não esperava tanto talento!”.

Infelizmente, este talento ainda não foi descoberto pelas gravadoras. Por isso, os custos das gravações, das músicas de trabalho, foram pagos pelos próprios músicos. E, mesmo não tendo uma gravadora, eles investiram alto para ter um resultado de qualidade. Estão curiosos para ouvir as músicas? Segue o link para a música de trabalho da dupla:

Gostaram? Então, vejam um vídeo gravado (numa das apresentações da dupla) no Avenida Club (São Paulo):

Observação: Infelizmente, só encontrei uma das três músicas de trabalho deles. Mas, assim que eu encontrar as outras, eu atualizo a lista.

4 Respostas para “Digo Mendes & André”

  1. osilvar Disse:

    Ainda acho muito comercial… gosto do estilo raiz… não que a qualidade da dupla e da banda não seje boa. Mas eles vem no mesmo estilo do sertanejo moderno (mais romantico, menos raiz). Mesmo assim, acho que eles tem futuro.

    Parece comentário do pessoal do “Astros/Idolos”. [rs]

  2. Elisa França Disse:

    Eu acho uma merda continuarem investindo em sertanejo. Já deu, não? A voz tremidinha, o sofrimento, o amor mal resolvido… Pra mim, é lixo. Aliás, pra mim não. É lixo e ponto.

    Tanta música brasileira boa, tanto talento por aí e continuam investindo nessa porcariada.

    E sabe por quê investem tanto? Porque é barato e as pessoas compram. É só enfiar essa porcaria guela abaixo de todo mundo nas rádios, no Faustão, na internet, em carros de som… Cara! É um inferno!

    A gente vê raras produções boas no Brasil porque custa muito dinheiro para produzir e divulgar… ainda mais agora que já foi todo mundo treinado pra escutar merda.

    Eu fico profundamente decepcionada sempre que escuto sobre a ascenção de uma nova bandinha sertaneja. Como ainda aguentam?

  3. musashinm Disse:

    Elisa,

    Eu até entendo essa sua revolta (rs). Porém, gosto é foda! É o que eu sempre digo em meus posts: “Gosto é que nem cú, cada um tem o seu.”. E, infelizmente, o sertanejo que todos conhecem é esse que toca (massivamente) nas rádios. Porém, há muitos músicos de qualidade no sertanejo. Como o Almir Sater, que, na minha opinião, é um dos melhores violeiros do Brasil.

    O sertanejo real é o mencionado pelo Rafinha (osilvar): o raiz. São as modas de violas! São músicas que não falam de romantismos baratos, mas sim das vidas dos verdadeiros sertanejos (pessoas, agora não estou me referindo ao estilo musical – rs).

    Tudo bem, sou suspeito para se falar disso! Eu aprecio ambos os estilos de sertanejo: o moderno e o raíz. Fazer o que, né (rs)? Gosto é gosto. Meu pai sempre gostou de sertanejo (ambos), pois fazia-o lembrar de sua cidadezinha do interior. E eu cresci ouvindo isso. Aprendi a apreciar.

    Além do mais, hoje em dia, é uma forma de lembrar do meu pai. Ainda mais quando ouço músicas como: “Fogão de Lenha”; do Chitãozinho e Xororó.

    Mas concordo com o que você disse sobre as gravadoras. Elas, realmente, quando resolve investir em um estilo musical, elas exageram. As gravadoras te empurram (seja lá o que for) guela abaixo. Até você não aguentar mais e sair cantando. Mas, o que podemos fazer? Isso realmente funciona! Vai dizer que você nunca cantou (mesmo que inconscientemente) “Tô nem aí, tô nem aí.” (rs).

    Beijos.

  4. Elisa Disse:

    Eu adoro Almir Sater. Nem considero o que ele faz sertanejo. Não é sertanejo. É música de viola. É música caipira (prefiro esse termo do que sertanejo raiz. Tem muita gente ruim de serviço que se diz “sertanejo raiz”).

    O Almir Sater tem muita influência dos Beatles – que eu adoro, por sinal.

    Quanto ao “tô nem aí, tô nem aí”, eu já cantei várias vezes… Já cantei coisas piores que “grudaram” na minha cabeça, inclusive. Mas só porque “gruda”, não quer dizer que me agrada. Muito pelo contrário.

    Acho que quase 4 anos de comunicação me dão uma visão bem crítica do que está acontecendo com a cultura no nosso país.

    Enfim… eu respeito você gostar de sertanejo. Não entendo, claro. Mas respeito.

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