Japoteca

Vocês devem estar se perguntando: “Que porra é essa?”; certo? Pois é, eu também fiz esta mesma pergunta. Muitas alternativas vieram a minha cabeça, mas nenhuma delas estavam corretas. Japoteca é a denominção dada para as festas voltadas para o público oriental. Sendo que, eu só fui descobrir isso ontem! Quando um amigo me mandou a seguinte notícia: “Em ‘Japoteca’, jovens confessam preferir os orientais“. Para vocês verem como estou antenado nas tendências de meus conterrâneos (rs).

Sempre me interessei pela cultura dos meus antepassados. Vejam bem: “dos meus antepassados”. A História de um povo (ou cultura) sempre me atraiu, pois, na minha opinião, o passado é mais fascinante que o presente. Mas, confesso, que meu conhecimento se resume ao passado apenas. Tanto que, só fui começar a me interessar por J-Pop a pouco tempo (questão de meses).

Bom, mas vamos voltar ao assunto e parar de divagar.

Sinceramente, eu nunca entendi essa exclusão dos descendentes orientais da sociedade. Por quê? Pois esta segregação não foi causada apenas pelos outros povos. Tudo bem, eles também tiveram uma parte dessa culpa. Mas é apenas uma parte, porra! A maior causadora desta segregação é justamente os imigrantes japoneses.

Como assim? Pergunte para qualquer descendente: “Seus pais aceitariam (ou aceitaram) que você se casasse com um/a Gaijin?”. Esta pergunta não vale para mim (rs), pois o meu caso é uma exceção. Mas garanto que muitos vão responder negativamente esta simples pergunta.

Só com este pequeno teste vocês já conseguem notar quem são os culpados (pela segregação). Mas existem muitos outros indícios. Como, por exemplo: quantos alunos orientais vocês conseguem encontrar nas escolas e colégios? Poucos, né! Pois a maioria estão estudando em colégios, onde quase todos os alunos são descendentes de orientais. E existem colégios assim? Existem. E o Centro Educacional Pioneiro é um bom exemplo deste tipo de escola/colégio.

Mas por quê estou falando de exclusão social se o assunto era festas/baladas? Pois é, para vocês verem até onde vai esta segregação de quê tanto estou falando. Houve até a necessidade de se criar baladas voltadas para o público japonês.

Desde a minha adolescência existem festas como as Japotecas. A única diferença é que, naquela época, não haviam denominações para estes tipos de festas/baladas.

Vocês querem saber mais sobre estas Japotecas? Basta vocês acessarem o site Hai-Net.

Fonte: G1

Colaboração: osilvar

3 Respostas para “Japoteca”

  1. André Disse:

    na minha opinião os japoneses possuem a maior cultura da terra.
    admiro principalmente a educação deste povo, entre muitas outras coisas.
    eu nunca achei que houvesse preconceito contra japoneses…
    eu gosto dos japas, eu até tenho um la no quintal…

    brincadeira klebão… hahaha

    abraços.

  2. renato Disse:

    interessante :)

  3. Hiro Disse:

    Balela! A segregação existe, mas de forma bem mais relaxada do que há alguns anos atrás.
    Sociologicamente falando, a criação de um grupo com caracterpisticas parecidas, como no caso da colônia japonesa, serve de barreira protetora contra o preconceito e o choque cultural. Foram valores passados de geração para geração que acabaram unificando os descendentes através de diversos fatores, dentre eles as associações culturais, o Bunkyo, as festividades etc, afim de fortalecer os laços de amizade.
    Com amigos tão próximos e numa sociedade contemporânea aliada à música eletrônica, nada mais natural que o surgimento de ‘japotecas’.

    No fundo, as japotecas não são organizadas apenas para o público oriental, mas acontece que, pelo fato dos próprios organizadores pertencerem à colônia, a divulgação acaba se dando dentro da própra colônia. Inicialmente, eram festinhas realizadas entre os jovens nas Associações que, com o passar do tempo, foram se tornando fonte de lucro e assumindo um porte mais robusto.

    Só para concluir, a grande época das japotecas passou já faz uns 3 anos. Era uma época em que, dentre as 5 ou 6 japotecas, havia uma certa “distinção de idade”; ou seja, de 14 a 16 para uma, de 16 a 18 para outra e assim por diante (sim, por incrível que pareça, a idade era um fator segregativo). Agora, imaginem vocês indo para a Happy News, Ébano ou qualquer outra balada ponta firme e se deparar com várias crianças de 13 ou 14 anos?
    É isso que acontece nas japotecas restantes atuais. Se querem um conselho, a única que ainda vale a pena é o Mortos, por ser bem distante de metrôs e ônibus, afasta a pirralhada.

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